Simulador do Rotativo do Cartão

Pagou só o mínimo da fatura? Veja quanto sua dívida cresce mês a mês

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Veja a evolução da sua dívida no cartão se pagar menos que o total
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⚠️ Média brasileira: 15% a.m. (435% ao ano!)
⚠️ Dívida após 6 meses
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📅 Em 3 meses
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Se continuar igual
📅 Em 12 meses
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📈 Evolução da dívida mês a mês
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Como funciona o rotativo do cartão de crédito?

Quando você paga menos que o valor total da fatura do cartão de crédito, a diferença entra automaticamente no crédito rotativo — a modalidade de crédito com os juros mais altos do mercado brasileiro e uma das mais altas do mundo. A taxa média é de 15% ao mês, o que equivale a mais de 435% ao ano em juros compostos.

O nome "rotativo" vem do fato de que a dívida se renova automaticamente a cada mês: o saldo não pago vira uma nova dívida, sobre a qual incidem novos juros. É um ciclo que se alimenta e cresce exponencialmente se você não quitar.

Exemplo prático: os números assustam

Sua fatura veio R$ 2.000 e você pagou apenas o mínimo de R$ 400. Os R$ 1.600 restantes entram no rotativo a 15% ao mês. Veja o que acontece:

Mês 1: R$ 1.600,00 → Mês 3: R$ 2.116,00 → Mês 6: R$ 3.218,00 → Mês 12: R$ 8.721,00

Em 12 meses, sua dívida de R$ 1.600 se transformou em quase R$ 8.721 — mais de 5 vezes o valor original. E se você continuasse pagando apenas o mínimo a cada mês, esse valor continuaria crescendo.

Por que o rotativo é tão perigoso?

O rotativo do cartão de crédito no Brasil está entre os juros mais altos do planeta. Para comparação: nos Estados Unidos, a taxa média do rotativo é de cerca de 2% ao mês; no Brasil, é 15%. A combinação de taxa elevada com capitalização mensal (juros sobre juros) cria um efeito bola de neve que pode tornar a dívida literalmente impagável em poucos meses.

Além disso, desde 2017, o Banco Central determinou que o consumidor só pode permanecer no rotativo por 30 dias. Após esse período, o banco é obrigado a oferecer o parcelamento da fatura com taxas menores. Porém, muitos consumidores não sabem disso e acabam renovando o rotativo mês a mês.

Pagamento mínimo: a armadilha

O pagamento mínimo da fatura é geralmente 15% do valor total (ou R$ 50, o que for maior). Parece uma opção confortável, mas é uma armadilha: como o mínimo cobre apenas uma fração dos juros, o saldo devedor continua crescendo mesmo quando você paga. Você tem a ilusão de estar "em dia", mas a dívida real aumenta a cada mês.

Como sair do rotativo: estratégias reais

1. Parcelamento da fatura: após 30 dias no rotativo, o banco deve oferecer parcelamento com taxa menor (geralmente 7% a 10% ao mês). Aceite — qualquer taxa menor que o rotativo é melhor.

2. Empréstimo pessoal ou consignado: taxas de crédito pessoal (5-8% a.m.) e especialmente consignado (1,8% a.m.) são muito menores que o rotativo. Pegar um empréstimo para quitar o cartão pode economizar milhares de reais.

3. Portabilidade de dívida: você pode transferir a dívida do cartão para outro banco que ofereça condições melhores. Bancos digitais frequentemente oferecem taxas competitivas para portabilidade.

4. Programas de renegociação: programas como o Desenrola Brasil e mutirões de negociação do Procon podem oferecer descontos de até 90% em dívidas de cartão. Fique atento às datas desses programas.

5. Nunca pague só o mínimo: se não pode pagar o total, pague o máximo possível. Cada real acima do mínimo reduz o saldo sobre o qual incidem os juros astronômicos.

Comparação: rotativo vs. outras modalidades

Para uma dívida de R$ 3.000 paga em 12 meses, o custo total varia drasticamente conforme a modalidade: Rotativo (15% a.m.): R$ 16.082 — Crédito pessoal (7% a.m.): R$ 4.950 — Consignado (1,8% a.m.): R$ 3.360. A diferença entre o rotativo e o consignado é de mais de R$ 12.000. Trocar de modalidade é a decisão financeira mais impactante que você pode tomar.

Perguntas frequentes

Qual a taxa média do rotativo no Brasil?
A taxa média do crédito rotativo no Brasil é de aproximadamente 15% ao mês, equivalente a cerca de 435% ao ano. Alguns bancos cobram até 20% ao mês. É a modalidade de crédito mais cara do mercado, muito acima de qualquer outra forma de empréstimo.
O que acontece se eu pagar só o mínimo da fatura?
A diferença entre o mínimo pago e o total da fatura entra no rotativo, com juros altíssimos. O pagamento mínimo geralmente cobre apenas uma fração dos juros, fazendo o saldo crescer rapidamente mesmo quando você paga. É uma armadilha que deve ser evitada a todo custo.
Como sair do rotativo do cartão?
As melhores estratégias são: negociar parcelamento com o banco (taxas menores que o rotativo), trocar por empréstimo pessoal ou consignado, usar programas de renegociação como o Desenrola Brasil, ou fazer portabilidade da dívida para outro banco com condições melhores.
O banco pode me cobrar mais de 30 dias de rotativo?
Desde abril de 2017, o Banco Central determinou que após 30 dias no rotativo, o banco deve oferecer parcelamento da fatura com taxa menor. Se o banco não oferecer, você pode exigir esse direito.
Rotativo afeta meu score de crédito?
Sim. Usar o rotativo frequentemente sinaliza dificuldade financeira e pode reduzir seu score. Além disso, se a dívida virar inadimplência (não pagamento), seu nome pode ser negativado nos órgãos de proteção ao crédito (SPC/Serasa).
Vale a pena pegar empréstimo para quitar o cartão?
Quase sempre sim. Qualquer empréstimo com taxa inferior a 15% ao mês é melhor que o rotativo. O consignado (1,8% a.m.) é a melhor opção se você for CLT ou aposentado/pensionista do INSS. Crédito pessoal (5-8% a.m.) também é muito melhor que o rotativo.